COZINHA DOS PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA

No período colonial, fizeram-se vários ensaios de africanizar a cozinha portuguesa.Em Moçambique, por exemplo, o revitalizar do património culinário contra a adulteração daquela cozinha estranha à cultura e aos moçambicanos, foi timidamente ensaiado nos primeiros anos pós independência.Algumas das receitas divulgadas, então, eram representativas da verdadeira e genuina cozinha moçambicana.A mucapata, o mucuane, a mathapa, o tocossado o frango à zambeziana, o caril de amendoim, são alguns dos pratos a que me refiro e que são subscritos por moçambicanas bem conhecidas na arte de cozinhar.É impossível falar da cozinha moçambicana, omitindo a colonização e a consequente repressão cultural . Disto falaremos, oportunamente.
Entretanto, com a descolonização, todos e cada um dos países pode, também aqui, fazer a sua própria história.
Regressamos ao passado gastronómico, à cozinha tradicional, mergulharemos nas raízes, passaremos pelo presente, questionaremos opções e espreitamos novas influências.
Assim, apostamos na divulgação do que de mais representativo, existe, na cozinha dos países de língua portuguesa.
Gostariamos de contar com a colaboração de todos os que por aqui vão passar.


sexta-feira, 7 de março de 2008

CALULU À ANGOLANA


Ingredientes:
1kg de corvina fresca;1kg de corvina seca; 1 molho de gimboa (rama de batata- doce ou espinafres); 2 copos de óleo de palma; 300g de quiabos; 2 tomates maduros; 2 cebolas grandes; 2 courgettes; sal
Preparação:
1 – Limpe-se bem de escamas, o peixe seco. Demolha-se como o bacalhau. Tempera-se o peixe fresco com sal, lâminas de alho e limão
2 – Faz-se um refogado coma cebola e alho em metade do óleo de palma. Junta-se o tomate. Deixa-se apurar.
3 – Juntam-se a gimboa, os quiabos e as courgettes e água. Tapa-se. Deixa-se cozer.
4 – Num tacho à parte, deita-se um pouco do caldo onde cozeram os legumes. Nele se coze o peixe ( fresco e seco). Côa-se o caldo e devolve-se ao tacho de onde foi retirado. Reserva-se o peixe.
5 – Estando os legumes cozidos pode-se juntar mais um pouco de óleo de palma. Rectificam-se os temperos.
Dissolve-se, em água,a farinha de mandioca que se deita no tacho, para engrossar o molho.Mexe-se, deixa-se cozer. Retira-se do lume
6 – Serve-se com funge (massa de mandioca) e feijão com óleo de palma

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