COZINHA DOS PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA

No período colonial, fizeram-se vários ensaios de africanizar a cozinha portuguesa.Em Moçambique, por exemplo, o revitalizar do património culinário contra a adulteração daquela cozinha estranha à cultura e aos moçambicanos, foi timidamente ensaiado nos primeiros anos pós independência.Algumas das receitas divulgadas, então, eram representativas da verdadeira e genuina cozinha moçambicana.A mucapata, o mucuane, a mathapa, o tocossado o frango à zambeziana, o caril de amendoim, são alguns dos pratos a que me refiro e que são subscritos por moçambicanas bem conhecidas na arte de cozinhar.É impossível falar da cozinha moçambicana, omitindo a colonização e a consequente repressão cultural . Disto falaremos, oportunamente.
Entretanto, com a descolonização, todos e cada um dos países pode, também aqui, fazer a sua própria história.
Regressamos ao passado gastronómico, à cozinha tradicional, mergulharemos nas raízes, passaremos pelo presente, questionaremos opções e espreitamos novas influências.
Assim, apostamos na divulgação do que de mais representativo, existe, na cozinha dos países de língua portuguesa.
Gostariamos de contar com a colaboração de todos os que por aqui vão passar.


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sexta-feira, 17 de julho de 2009

DELÍCIAS DE LISBOA


Ingredientes:
20 gemas; 2 ovos; manteiga para untar
Para a calda:
750g de açúcar;0,5l de água; casca de 1 limão; 1 cálice de licor de laranja
Preparação:
1 – Forre o fundo de um tabuleiro de alumínio (30x20cm) com um rectângulo de papel vegetal untado com manteiga, dos dois lados. Aconchegue-o bem no fundo e unte também com manteiga as paredes do tabuleiro.
2 – Bata as gemas e os ovos(gema e clara) até obter um creme forte e volumoso.Deite-o no tabuleiro, alise e leve a cozer no forno a 16ºº, durante 15 a 20 minutos.
3 – Verifique se está cozido, retire e deixe arrefecer. Descole em volta e vire sobre a mesa (se não se descolar, aqueça o fundo do tabuleiro). Com muito cuidado retire o papel de forrar e corte o bolo em porções com aproximadamente 7cm de lado.
4 – Faça ferver o açúcar e a casca de limão, durante 5 minutos. Retire do lume, junte o licor de laranja e embeba as porções nesta calda, um de cada vez, com a ajuda de uma escumadeira.
Retire-os com cuidado e coloque-os em taças ou pratinhos individuais. Espalhe por cima o xarope que sobrar.
Decore com folhas tenras de laranjeira ou limoeiro, previamente lavadas e enxutas

sábado, 30 de maio de 2009

PAPOS DE ANJO


Ingredientes:
8 gemas; 2 claras; 1 colher de sobremesa de farinha com fermento; Margarina; 350g de açúcar; 2,5 dl de água; 1 pau de canela; 1 casca de limão;=,5dl de vinho Madeira
Preparação:
1 - Bata energicamente as gemas até obter um creme fofo e esbranquiçado. Adicione cuidadosamente a farinha peneirada e as claras batidas em castelo firme.
2 - Deite em dorminhas de queque untadas com margarina. Coza em fogo moderado (200º) cerca de 10 minutos.
3 - Leve a ferver o açúcar com a água, o pau de canela e a casca de limão durante 10 minutos. Retire a casca do limão e, fora do lume, adicione o vinho da Madeira. Introduza os papos de anjo, enquanto quentes, nesta calda.
4 - Retire-os com uma escumadeira para um prato de serviço fundo. Ferva a calda mais 5 minutos para espessar e deite-a sobre os papos de anjo

terça-feira, 28 de outubro de 2008

SERICAIA OU SERICÁ

Ingredientes:
1 litro de leite; 12 ovos; 125g de farinha; 500g de açúcar; 1 casca de limão e/ou pau de canela; canela em pó (cerca de 2 colheres de sopa); sal
Preparação:
1 - Batem-se as gemas com o açúcar até se obter um creme bem fofo. à parte dissolve-se a farinha com o leite, que foi previamente fervido com o pau de canela, a casca de limão e o sal.
Adiciona-se o creme de gemas e açúcar e mexe-se.
2 - Leva-se a engrossar sobre lume brando até se ver o fundo do tacho. Retira-se do calor e deixa-se arrefecer.
3 - Batem-se as claras em castelo e juntam-se cuidadosamente ao preparado anterior. Nessa altura o creme deve estar frio ou ligeiramente morno
4 - Tem-se um prato de estanho ou de barro ( ou outro que possa ir ao forno) e deita-se aí o doce às colheradas desencontradas, isto é, uma ao alto e outra ao atravessado. Este aspecto é muito importante
5 - Polvilha-se o doce abundantemente com canela (deve ficar bem castanho, e leva-se a cozer em forno muito quente. O doce ao cozer deverá abrir fendas.
6 - Assim que começar a levantar, baixa-se a temperatura e tapa-se com papel vegetal ou folha de aluminio, até acabar de cozer
7 - Deve ser acompanhado por ameixas em calda

NOTA: Este doce, especialidade de Elvas (Alentejo), era antigamente sempre cozido no forno de padeiro, o único que garantia a temperatura elevada de que necessita para abrir fendas.
A sericaia é oriunda do Convento de Santa Clara,em Elvas. A receita terá sido trazida por D. Constantino de Bragança, directamente da Índia

sábado, 11 de outubro de 2008

BOLO-REI

Ingredientes:
650g de farinha de trigo;40 g de fermento de padeiro ou 20 g de fermento orgânico; 150 g de manteiga ou margarina; 1 50 g açúcar; 150g de frutas cristalizadas; 125g de frutas secas; 4 ovos,1/4 de limão; ¼ de laranja; 1dl de rum ou licor; gema de ovo; amêndoas picadas; geleia
Preparação:
1 – Coloque sobre a pedra da mesa 150g de farinha. Abra uma cavidade no meio e ponha dentro o fermento desfeito em 1dl de água morna.Misture com a farinha e forme uma bola.
2 – Faça à superfície dois golpes em cruz e deixe a massa levedar durante 15 minutos.
3 – Ponha a restante farinha (5oog) sobre a mesa, abra uma cavidade no meio e ponha dentro a margarina, o açúcar e as raspas das cascas do limão e laranja. Trabalhe estes ingredientes até ficarem em creme.
4 – Junte os ovos, um a um e em seguida a massa com o fermento. Amasse e se a consistência ficar demasiado dura, adicione um pouco de leite.
5 – Depois destes ingredientes bem amassados, junte o rum e incorpore-o bem na massa.
6 – Misture as frutas previamente picadas, e volte a amassar, formando uma bola.
7 – Ponha a massa dentro de uma tigela polvilhada com farinha, tape-a com um pano e deixe levedar durante 5 horas.
8 – Divide a massa conforme o tamanho dos bolos que deseja fazer, forme bolas com os bocados de massa e abra um buraco ao meio, em forma de circulo.
9 – Coloque os bolos em tabuleiros untados com margarina e deixe levedar durante mais uma hora, a uma temperatura de 25º-30º.
10 – Pincele os bolos com gema de ovo e enfeite-os com frutas cristalizadas, amêndoas picadas e quadradinhos de açúcar. Leve a cozer em forno médio
11 – Depois dos bolos cozidos, pincele as frutas com geleia

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

PASTEIS DE BELÉM


No inicio do Século XIX, em Belém, junto ao Mosteiro dos Jerónimos, laborava uma refinação de cana-de-açucar associada a um pequeno local de comércio variado.Como consequência da revolução Liberal ocorrida em 1820, são em 1834 encerrados todos os conventos de Portugal, expulsando o clero e os trabalhadores.
Numa tentativa de sobrevivência, alguém do Mosteiro põe à venda nessa loja uns doces pastéis, rapidamente designados por "Pastéis de Belém".
Na época, a zona de Belém era distante da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos de vapor. No entanto, a imponência do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém, atraíam os visitantes que depressa se habituaram a saborear os deliciosos pastéis originários do Mosteiro.
Em 1837, inicia-se o fabrico dos "Pastéis de Belém", em instalações anexas à refinação, segundo a antiga "receita secreta", oriunda do convento. Transmitida, e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que fabricam artesanalmente na "Oficina do Segredo", este receita mantém-se igual até aos dias de hoje.
De facto, a única verdadeira fábrica dos "Pastéis de Belém" consegue, através de uma criteriosa escolha de ingredientes, proporcionar hoje, o paladar da antiga doçaria portuguesa. Confira aqui
Se quiser conhecer melhor o interior dos Pasteis de Belém click aqui

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PASTEIS DE NATA

Ingredientes
Para a massa folhada:500g de farinha; 500g de manteiga ou de margarina para folhados; 2 a 3dl de água; sal;
Para o Para o creme:5dl de natas; 8 gemas; 2 colheres de chá de farinha; 200g de açúcar,casca de limão
Preparação
1 - Derrete-se o sal na água morna e divide-se a gordura em três partes iguais. Coloca-se a farinha sobre a mesa de pedra (mármore), faz-se uma cova ao centro da farinha e deita-se aí a água. Amassa-se a mistura até ficar homogénea e deixa-se descansar cerca de 20 minutos. Em seguida estende-se a massa de forma a obter-se um quadrado.
2 - Amassa-se um pouco a gordura de modo a ficar com a consistência da massa. Barra-se com uma terça parte da margarina toda a massa, deixando por barrar uma tira com a largura de um dedo, em toda a volta do quadrado.
3 - Dobra-se a massa de baixo para cima e da esquerda para a direita, tendo como principal cuidado a perfeição do ajustamento das pontas e dos lados. Estende-se a massa com um rolo até formar novamente um quadrado. Barra-se de novo com o segundo terço de gordura e procede-se do mesmo modo. Repete-se esta operação com a restante gordura.
4 - Finalmente, estende-se a massa o mais fina possível, corta-se em tiras e enrolam-se de modo a obterem-se rolos compridos. Cortam-se em bocados de 2 a 3cm.
5 - Coloca-se ao alto cada bocado de massa nas forminhas de pasteis e, com a ajuda do dedo polegar, ligeiramente molhado em água, esmaga-se a massa forrando as forminhas.
6 - Entretanto prepara-se o creme misturando todos os ingredientes indicados.Leva-se a mistura ao lume até levantar fervura. Retira-se do calor e, quando estiver morno, deita-se nas caixas de massa.
7 - Levam-se a cozer em forno muito quente (250º a 300ºC).
8 - As formas usadas para pasteis de nata são as formas de queques. Estes pasteis que são talvez a mais importante especialidade portuguesa comercializada, podem ser servidos polvilhados com canela e açúcar em pó

Nota: Para melhor compreensão sugerimos que veja uma sequência de fotos aqui.
Se não dispuser de muito tempo e, apesar disso, desejar preparar estes pasteis, pode optar por comprar, num bom supermercado, uma embalagem de massa folhada