COZINHA DOS PAÍSES DE LINGUA PORTUGUESA

No período colonial, fizeram-se vários ensaios de africanizar a cozinha portuguesa.Em Moçambique, por exemplo, o revitalizar do património culinário contra a adulteração daquela cozinha estranha à cultura e aos moçambicanos, foi timidamente ensaiado nos primeiros anos pós independência.Algumas das receitas divulgadas, então, eram representativas da verdadeira e genuina cozinha moçambicana.A mucapata, o mucuane, a mathapa, o tocossado o frango à zambeziana, o caril de amendoim, são alguns dos pratos a que me refiro e que são subscritos por moçambicanas bem conhecidas na arte de cozinhar.É impossível falar da cozinha moçambicana, omitindo a colonização e a consequente repressão cultural . Disto falaremos, oportunamente.
Entretanto, com a descolonização, todos e cada um dos países pode, também aqui, fazer a sua própria história.
Regressamos ao passado gastronómico, à cozinha tradicional, mergulharemos nas raízes, passaremos pelo presente, questionaremos opções e espreitamos novas influências.
Assim, apostamos na divulgação do que de mais representativo, existe, na cozinha dos países de língua portuguesa.
Gostariamos de contar com a colaboração de todos os que por aqui vão passar.


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

BOLO DE WHISKY


A propósito do bicentenário do Nascimento de Charles Darwin e o 150º aniversário da publicação do livro “A Origem das Espécies”,junte-se à festa e venha "cantar os parabéns" no dia 12 de Fevereiro, dia em que Darwin faria 200 anos de existência. Poderá provar um bolo que o próprio Darwin comia, feito pela sua mulher Emma - Bolo de Whisky.
A decoração do bolo fica ao critério de cada um, desde que tenha 200 velas para soprar! Aproveite e comemore também em sua casa.
A receita é uma versão simplificada do Bolo de Frutas Inglês, que melhora à medida que vai envelhecendo; foi optimizada, na altura, pela própria Emma Darwin para se poder levar para o campo sem se desfazer.

Ingredientes:
225 g manteiga; 225 g açúcar (poderá ser açúcar amarelo ou açucar fino – este último não é açucar em pó, mas é mais fino do que aquele que colocamos no chá; é utilizado pelos americanos)
2 ovos ; 75 ml brandy ; 2 colheres de sopa (30 ml) de sumo de laranja ; 225 g fruta cristalizada
280 g farinha com fermento

Preparação:
1. Juntar a manteiga, o açúcar, a fruta cristalizada, o brandy e o sumo de laranja.
Misturar cuidadosamente durante 5 minutos.
2. Entretanto, untar (ou colocar papel apropriado) uma forma de 20 X 20 X 5 cm.
4. Aquecer o forno para 160ºC
5. Juntar os ovos à mistura
6. Amassar a mistura com a farinha
7. Colocar a mistura na forma.
8. Cozinhar durante cerca de 1 hora (testar se está pronto - a partir dos 45 min.)
9. O bolo deve ser arrefecido na forma.

Nota:O bolo pode ser comido na altura, ou deixar-se a maturar durante 1 dia ou 2.
Retirado do site de A Ciência Viva e o Conselho de Laboratórios Associados

2 comentários:

Anónimo disse...

Este bolo parece mesmo delicioso; irei experimentar a receita pela Pascoa, assim como a dos pasteis de nata, que achei estar muito bem explicada para principiantes... tentarei fazer a massa folhada cuja ilustracao achei de facil execucao. Nao gosto da massa folhada de compra; ate ja comprei as forminhas para os pasteis,e, como sou gulosa, ja estou com agua na boca... Gloria de Matos

sabores disse...

Em relação à massa folhada, devo chamá-la à atenção do seguinte:
A massa folhada deve ser cozida em forno bem quente. Uma temperatura baixa derreteria a gordura antes de a massa ter tempo de cozer.
No entanto, uma temperatura conveniente para cozer peças pequenas (t.7-8) pode ser excessiva para cozer uma peça grande.
A massa folhada deve ir a cozer sobre um tabuleiro ligeiramente humedecido, com água fria ou levemente untado